Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 30/11/2020

Em 2013 milhões de brasileiros saíram às ruas para protestar contra o aumento do preço da tarifa do transporte público. A partir disso, essas manifestações, conhecidas como “Jornadas de Junho”, tomaram uma proporção muito grande e trouxeram outras pautas à tona, como contra corrupção, a favor da educação, mais verbas para a saúde e outras mais. No entanto, muitas manifestações populares em evidência no século XXI saem do controle causando problemas em relação à violência e a promoção de crimes.

Cabe mencionar, em primeiro plano, que as manifestações populares que deviam acontecer pacificamente, visando “chamar a atenção” das pessoas e do governo para um determinado problema ou fato, podem se tornar extremamente violentas. Nesse contexto, em algumas manifestações acontecem brigas entre os protestantes, brigas dos policiais contra os protestantes, bombas de borracha são atiradas, e tudo isso pode machucar alguém. Como aconteceu em 2014 com o cinegrafista Santiago Andrade, de 51 anos, que estava trabalhando e foi morto após ser atingido na cabeça por um rojão durante uma manifestação no Rio de Janeiro.

Vale destacar, em segundo plano, que muitas pessoas aproveitam essas manifestações para furtar objetos de outras pessoas ou arrombar lojas, ocasionando crimes e danos as  pessoas. Dessa forma, a imagem do que é uma manifestação acaba sendo negligenciado, o que faz com que muitas pessoas sejam contra tal atitude e não deem apoio as manifestações, vistas como um ato de vandalismo. Sendo assim, conforme o sociólogo Émile Durkheim aponta, quando os costumes são suficientes, as leis não são necessárias, nesse contexto é necessário que as manifestações sejam tratadas como um costume, sendo vistas como uma forma de união da população pela luta de algo melhor e não como um vandalismo.

Isto posto, portanto, medidas devem ser tomadas para que os problemas em relação as manifestações populares em evidência no século XXI sejam resolvidos. Assim sendo, cabe a Secretaria Especial de Comunicação Social promover propagandas que conscientizem toda a população de que a violência não resolve nada, e ressalte em todas as propagandas, a importância das manifestações ocorrerem de maneira pacífica, desse modo, respeitando o outro e evitando que alguém se machuque gravemente. Ademais, cabe as autoridades policias regionais juntamente com os líderes das manifestações programarem o lugar por onde as pessoas iram passar durante a manifestação e informarem isso a população, a fim de que os comércios locais e as pessoas nas ruas não sejam surpreendidas, assim evitando que possíveis crimes aconteçam.