Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 30/11/2020
Ao longo do século XXI, a reivindicação por serviços básicos, conquista de direitos e fim da violência policial por meio movimentos populares, tornaram-se presentes de maneira constante nas sociedades mundiais. Nesse contexto, diversas manifestações civis foram capazes de mudar o curso da história, como o movimento negro nos Estados Unidos, as manifestações contra o Apartheid na Africa do Sul e as “diretas já” durante a ditadura militar brasileira. No entanto, atualmente, manifestações populares vêm perdendo sua legitimidade, seja pelo uso da violência por parte dos manifestantes, ou pela repressão desproporcional por parte das autoridades públicas, o que deve ser combatido por meio de fortes campanhas publicitárias e instituições de ensino.
No ano de 1983, ainda no período ditatorial brasileiro, a campanha “Diretas Já”, a qual visava a provação de uma lei que possibilitasse a eleição direta para Presidente da República, ganhou forças por parte da população brasileira. Assim, por mais que o país ainda vivenciasse os últimos anos da ditadura civil-militar, milhares de pessoas saíram às ruas para a luta pela redemocratização da estrutura política brasileira, o que, nos anos seguintes, se provou eficiente para a retomada da democracia e liberdade de participação popular.
Desta forma, quando a sociedade se organiza de modo claro e objetivo para expor seus anseios e demandas, o governo - criado para servir a própria sociedade - não tem outra opção senão ceder. Contudo, nota-se que atualmente as manifestações vêm adquirindo paulatinamente um caráter extremista e violento, o que consubstancia em sua deslegitimação política. Tendo em vista esse cenário, os governantes autoritários veem nesse contexto uma forma de utilização da repressão excessiva com o objetivo de coibir novos eventos dessa natureza, fazendo com que milhares de vidas, a cada ano, sejam perdidas a partir de tais atos violentos por parte das forças públicas.
Com isso, pode-se concluir que, a partir dos avanços da globalização, a população tende a ampliar sua consciência a respeito da sua posição basilar no seio da sociedade política e como vetor de mudança social. Logo, cabem às mídias de comunicação e institutos educacionais básicos divulgarem, informarem e conscientizarem, por meio de campanhas publicitárias e palestras em escolas, os cidadãos a respeito das necessidades e importância de adequadas e objetivas manifestações públicas, de modo com que ocorram de maneira organizada, com o intuito de que os governantes possam compreender suas demandas e não encontrem brechas para aplicação da força e mitigação das liberdades de expressão e associação.