Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 01/12/2020
Na obra cinematográfica norte americana “Jogos Vorazes”, é retratada a insatisfação da população perante um governo autoritário que utiliza-se da força e pobreza para a manipulação, todavia provoca o estopim de uma revolução. De maneira análoga, fora da ficção, ao analisar a realidade, percebe-se que esta mobilização civil acontece com grande frequência e notoriedade. Por isso, é importante compreender como a negligência governamental e a consciência cidadã provocam a questão.
Primeiramente, é imprescindível ressaltar como a carência de medidas públicas gera a ocorrência. De acordo com Jurgen Habermas, filósofo alemão, para que haja a comunicação plena e o acordo de interesses deve-se existir o agir comunicativo. No entanto, manifestações populares que possuem o objetivo de reivindicar direitos e melhorias são menosprezadas por parte da população e dos políticos, devido à ocorrência de destruição e badernas realizadas por malfeitores que não integram os movimentos.
Ademais, nota-se, ainda, como fatores socioeconômicos também são responsáveis pelos casos. A Revolução Francesa é considerada o símbolo de “liberdade, igualdade e fraternidade”, visto que mobilizou as camadas sociais infladas da crise econômica no respectivo país. Assim, é evidente que a política externa e interna influenciam na quantidade de manifestações ocorrentes. Como exemplo, no ano de 2013 milhares de manifestantes ocuparam as ruas da capital de São Paulo em reivindicação por melhorias e diminuição dos preços dos transportes públicos.
Torna-se evidente, portanto, que a falta de ações governamentais e o contexto econômico, social e político, no qual a sociedade está inserida, são fatores que levam à participação social. Em virtude disso, o Governo Federal aliado com Estado e os Órgãos responsáveis pelos acordos com a população devem dialogar com o povo, ao notar mobilizações e conferências sobre os impasses que ela procura solicitar. Com o objetivo, de sanar possíveis enfrentamentos e promover a coesão de ideias, fazendo assim, que as manifestações ocorram de forma mais pacífica possível. Logo, a revolução violenta apresentada na adaptação cinematográfica não se apresentará na vida real.