Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 04/12/2020

A manifestação da greve operária é um exemplo das inúmeras lutas da população pelos direitos humanos. Tal fato, que teve início no século XX, foi reprimida com violência, mas conseguiu fazer com que muitas empresas adotassem a jornada de oito horas de trabalho. Nesse contexto, o cenário que antecede nossa geração foi palco da importância para a moldação dos direitos trabalhistas da atualidade, assim como diversas outras conquistas. Portanto, a voz popular gera possibilidades que até então eram omitidas, o que torna essencial que manifestações ocorram para que amplie a questão democrática. Diante disso, dois pontos se tornam relevantes: a falta de colaboração governamental e a vontade do povo de moldar o futuro aprendendo com o passado.

Em primeiro lugar, é valido ressaltar a ausência governamental no que tange o respeito as manifestações. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, um fato que não ocorre no Brasil. A maioria dos representantes visam o interesse pessoal, muitas vezes deixando de lado as promessas feitas a população, isso abre espaço para insatisfação da sociedade que visa por mudanças até então deixadas para segundo plano. Dessa forma, a única válvula de escape da população é o uso do coletivo – da voz, pressão social, diálogo - reforçando o ditado popular de que a união faz a força.

Em segundo plano, vemos o surgimento da esperança perante o último país a abolir o trabalho escravo e a censura da liberdade de expressão. Segundo o filósofo Rousseau: “a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos”. Dessa forma, as manifestações sociais são maneiras de expressar o que toda população pensa e deseja, assim como afirma a constituição promulgada em 1948, onde todos os indivíduos tem direito ao acesso do bem estar-social. Porém, quando isso não é respeitado, a voz social se faz presente para que seja exercida a democracia. Portanto, essa é a importância de sair as ruas: lutar pelos direitos do povo brasileiro e dar voz as minorias silenciadas.           Portanto, é necessário entendermos a importância das manifestações sociais e, para isso, medidas governamentais devem tomar novas diretrizes. Desse modo, surge o Governo federal, como instância máxima de administração executiva, que poderia criar centros de atendimento ao povo brasileiro, no qual todos os representantes do Ministério estivessem dispostos a ouvirem a população, através de ligações ou até mesmo reuniões com representantes de cada região, a fim de entender e aplicar as necessidades que as afligem. Além disso, o Governo deve aceitar as opiniões e manifestações, assegurando que policiais não ajam de forma violenta para com a população, a fim de que seja garantido o direito de cidadania assim como consta a carta magma.