Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 02/07/2021
Embora a Constituição Federal garanta a liberdade de expressão em forma de manifestações como direito pleno de todo cidadão, percebe-se que na atual realidade brasileira não há o cumprimento dessa validação. Nesse contexto, torna-se evidente como causas da questão a violência e extremismo da população nos protestos públicos e avanço da tecnologia.
Em primeira análise vale ressaltar que a violência e extremismo é um fator que sempre esteve presente em manifestações. Nesse sentido, é pertinente lembrar do caso George Floyd, um homem negro que foi assassinado brutalmente por um policial dos Estados Unidos, tal ato gerou muita revolta nos ativistas, que protestaram violentamente contra o Estado com armas, bombas e incêndios nas cidades para dar fim ao racismo estrutural, deixando outra parte da população com temor do que estava acontecendo. Desse modo, ao mesmo tempo que um movimento popular pode gerar mudança social, ele também pode ser fonte de traumas para outras pessoas que se envolve em atos públicos.
Outro ponto relevante nessa temática é o avanço da tecnologia presente nas manifestaçãoes populares, pois são protestos que ocorrem para chamar a atenção do governo para que o mesmo atue sobre uma determinada causa. Com isso, a presença da internet acaba agindo a favor para que esses eventos ocorram com o maior número de pessoas possível. Além disso, as redes sociais se tornou um meio de comunicação que também promove atos populares por meio de posts e hastags, o que se tornou muito comum durante a pandemia do COVID-19 quando as pessoas não poderiam sair para manifestarem nas ruas.
Portanto, faz-se necessário uma intervenção pontual na causa, o Ministério de Segurança Pública incluiria a presença de uma quantidade maior de políciais nas manifestações para evitar o extremismo, mas na condição de que não agissem contra os populares, até porquê é um direito de todos lutar para o que lhe convém. Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover palestras em seus orgãos de ensino sobre a importâcia de protestos públicos para a cidadania, com o intuito de levar esse conhecimento. Em suma, ‘‘Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles’’, afirma Rui Barbosa.