Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 16/08/2021

O quadro “A liberdade guiando o povo”, de Eugène Delacroix, ilustra a revolução ocorrida na França no século XIX. Não obstante do lapso temporal, manifestações estão em evidência no século atual. Nesse sentido, é premente analisar as mudanças sociais advindas dos protestos e como estes demonstram uma postura social consciente.

Em primeira análise, é lícito postular a expressão social como geradora de transformação. De acordo com Thomas Hobbes, em sua obra “Leviatã”, o Estado é formado pelo povo e esse tem o dever de reivindicar caso o governo se torne tirano. Como exemplo disso, em 2015, as ruas nacionais foram tomadas por protestos contra o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff, a qual não agradou a população e foi destituída do poder. Analogamente, na obra de Delacroix é evidenciado um movimento guiado pela baixa sociedade que não tinha representatividade e derrubou o governo vigente. Desse modo, mudanças sociais são obtidas pelas manifestações populares de forma atemporal.

Faz-se mister salientar, ainda, que a existência desses movimentos representa o caráter crítico social. Nessa óptica, em 2020 o americano George Floyd foi estrangulado até a morte por um policial. Como consequência dessa atitude racista e cruel, a população mundial foi as ruas para manifestar contra as instituições que deveriam garantir a segurança ao invés de tirar a vida dos cidadãos. Desse modo, essa ação social foi guiada pelo posicionamento crítico contra atitudes deploráveis das instituições públicas. Como evidência do supracitado, Karl Marx enfatiza que a luta de classes é consequência da postura racional do proletariado. Dessa maneira, os protestos sociais desencadeiam-se por visões críticas que devem ser estimuladas.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas aptas a afastarem a sociedade da alienação e promover a manifestação. Logo, urge que o Ministério da Educação, por intermédio da maior parcela de tributos, inclua a disciplina de ética e cidadania nos currículos dos ensinos fundamentais e médio, com a proposta de promover aulas sobre a importância postura crítica cidadã. Essa atitude irá garantir a formação de cidadãos não alienados e que saibam identificar governos antidemocratas e atitudes preconceituosas e, concomitantemente, capazes de organizarem manifestações para obter melhorias, assim como o povo Frances ilustrado por Eugène.