Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 05/08/2021
A série médica “Greys Anatomy” transmite na oitava temporada o impasse da maternidade imposta por meio da personagem “Cristina Yang” que é julgada por abortar, pois prefere sua carreira ao invés da maternidade. Dessa forma, a contemporaneidade não se difere da ficção do seriado, assim, torna-se fundamental o debate sobre a maternidade compulsória. Desse modo, óbices como a imposição social e a falta de educação sexual fomenta essa amálgama.
Em primeiro lugar, é válido dissertar que a maternindade complusória é uma pressão social retrógrada que impõe para mulheres a necessidade de gerar filhos para cumprir com o papel social. Nesse viés, no documentário “Café Filosófico”, uma psicanalista Diana Corso promove reflexões sobre como as mulheres por muitos séculos eram vistas como “corpos incompletos” e serviam para reproduzir e cuidar de seu prole, isto é, a maternindade sempre foi vista como o mínimo da obrigação feminina.Sob esse aspecto, o padrão social busca esse ideal a cada mulher e, por consequência, gerar filhos torna-se um peso e difundido como necessidade, retirando a escolha individual feminina.
Ressalta-se, ainda, que a educação sexual é imprescindível para debatedor, de forma didática, o padrão imposto e os métodos contraceptivos evitando a maternidade compulsória. Nesse contexto, de acordo com o filósofo Michel Foucault é preciso mostrar a sociedade que está livre para desconstruir pensamentos errôneos antigos, assim, a educação sexual seria um meio de promover informações e mostrar escolhas para mulheres tanto para se previnir de uma gravidez e quanto doenças para conhecer seu corpo. Perante o exposto, é notório que o meio didático possibilitaria novas visões sobre a maternidade e traria como a escolha da mulher ter filhos.
Infere-se, portanto, que é necessário debater sobre a imposição da maternidade na sociedade contemporânea. Para tanto, é preciso que o Ministério da Educação insira a educação sexual como matéria obrigatória na nota do ensino médio. Isso ocorre por meio de aulas didáticas e material de apoio, dissertando sobre temas relacionados a sexualidade, maternidade e respeito a individualidade humana. Dessa forma, a população pode ter informações suficientes para desconstruir o ideal da maternidade como papel social, logo, escolhas como da personagem “Cristina” não será julgada pois será vista como a escolha apenas da mulher.