Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 05/08/2021
" A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos “. Essa frase, da filósofa Hanna Arendt, aponta para a importãncia de manter garantias ao direito na sociedade. No entanto, no que concerne à questão da maternidade compulsória no Brasil, verifica-se uma lacuna que configura graves problemas, como pressão psicológica e a interferência na liberdade de escolha individual.
Visto que a pressão psicológica atinge um número considerável de mulheres, torna-se desafiadora a resolução dos problemas causados por ela. De acordo com pesquisa feita pela Unesp, 63% das mulheres afirmam já ter sofrido pressão psicológica por parte de amigos e familiares, pois segundo a coletividade, a felicidade feminina está ligada à maternidade. Desse modo, tendo sua saúde mental e bem estar comprometidos, uma vez que o “dever” de ser mãe é imposto pela sociedade.
Além disso, a interferência na liberdade de escolha individual é mais um infortúnio que poderia ser evitado. Pois a forma com que a maternidade é imposta de forma obrigatória, repele parcialmente o direito da mulher de escolher priorizar outras áreas de sua vida, como carreira e estudos.
Dessa forma, cabe ao Governo Brasileiro, por meio das mídias sociais, promover campanhas que abordem a maternidade como uma escolha, e não uma obrigatoriedade. Assim, compactuando com o fim do mal estar que é causado às mulheres, garantindo a elas seu direito de escolha e bem estar consigo próprias.