Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 18/08/2021

A maternidade para muitas é algo especial e muito esperado ao longo da vida adulta. Logo, isso se tornou parte da construção feminina na sociedade, tornando-se uma obrigatoriedade para essas mulheres adultas, mesmo que elas se questionem sobre o assunto. Portanto, esse comportamento pré-estabelecido para elas é manifestação por uma sociedade machista e patriarcal, gerando um controle sobre as ações da mulher sobre seu corpo. Costume que se tornou parte da cultura social brasileira. Primeiramente, se deve analisar os primórdios da sociedade onde as mulheres eram temidas, perseguidas e taxadas como bruxas, reduzidas a objetos de domínio e submissão, tendo sua sexualidade marginalizada e extinta. Desde então, como mulheres são isentas do direito do questionamento, principalmente quando o assunto é maternidade, onde a pressão vem de todos os lados igreja, família e amigos. Porém, esse pensamento vem sendo descontruído, de acordo com o jornal O Tempo 37% das mulheres não querem engravidar no Brasil. Segundamente, quando se diz patriarca já nos remetemos a figura masculina, isso é fruto da ideia de anos de que o homem é o provedor da família, logo ele quem toma as decisões. Porém, por mais que a sociedade tenha evoluído esse pensamento ainda é recorrente, por exemplo temos o caso, de uma clínica que exige a autorização do marido para a esposa colocar o DIU, método contraceptivo, notícia veiculada pelo site G1. Violando o direito de livre arbítrio da mulher. Por fim, terminar com esse pensamento machista na sociedade, cabe ao Estado, por meio de verbas governamentais, financiar ONGs para realização de projetos voltados a mulher, como palestras, campanhas, rodas de conversa, vidas em redes sociais, a fim conscientizar uma população brasileira. Evitando casos assim de machismo e violação do direito da mulher. Garantindo um Brasil mais igualitário.