Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 07/08/2021
Segundo dados do IBGE, a taxa de fecundidade no Brasil é de 1,9, ou seja, cada mulher deveria ter em torno de um a dois filhos durante a idade fértil. A medida que o índice seja baixo, é alarmante imaginar que muitas dessas mulheres sofreram a imposição da maternidade ao longo da vida e por isso, converteram sua escolha por causa de outras pessoas. Isso ocorre devido o pensamento que a mulher é obrigada a gerar descendentes, atrelado a falsa representação da maternidade. Logo a imposição social interfere na liberdade escolha, o que se torna um impasse na vida das mulheres. Precipuamente, o posicionamento da família brasileira influência nas decisões. De acordo com a pesquisa do Correio Brasiliense, em 1960 cada mulher tinha, em média, 6,3 filhos. Tal fato ocorria pois naquela época ter muitos filhos era visto como tradição, associado também a ineficácia de políticas públicas que incentivassem o uso de preservativo. Em vista disso, pessoas mais velhas da família tentam influenciar as mulheres a terem filhos e perpetuar a geração, usando falácias antigas como “A mulher precisa ter filhos para ser completa”, o que gera medo e dúvida. Dessa maneira, a pressão da família deixa as mulheres desconfortáveis com a sua decisão e leva desistência.
Além disso, as redes sociais influenciam o modo de agir e pensar das pessoas. Em 2018, a influência Mayra Cardi postou uma foto da barriga, após 18 horas do parto da filha, que aparentemente estava igual a antes da gravidez, porém foi desmentida pelo marido, que postou um vídeo onde evidenciava a diástase abdominal. A vista disso, a maternidade e as dificuldades atreladas a ela são vistas como tabu, pois a mulher se vê distante daquilo apresentado e percebido. Logo, a sociedade é afetada pela informação laica difundido nas redes sociais por pessoas que não procuram manifestar transparência sobre a maternidade.
Portanto, é necessário que o Ministério da Cidadania busque informar e conscientizar a sociedade, por meio da elaboração de propagandas e comercias, voltados a ressaltar a maternidade como escolha individual e desconstruir o estereótipo associada a perfeição. Frente a necessidade em alcançar o máximo de pessoas, é desejavel que a propaganda seja transmitida na televisão aberta e nas redes sociais. Desse modo, a mulher poderá escolher em não ter filhos com convicção, pois não haverá julgamento visto que a sociedade não irá ter interferir na decisão, nem propagarão inverdades sobre o assunto, pois as pessoas estarão aquedaquamente informadas.