Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 09/08/2021
Segundo Albert Einstein, ‘’é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito’’. Essa citação se reflete sobre a maternidade de forma compulsória estimulada por conceitos enraizados na sociedade que violam o direito de escolha das mulheres brasileiras. Sendo assim, faz-se necessário ações governamentais para ‘’desintegrar’’ essa ideia. Sob tal ótica, é essencial discorrer sobre esse assunto.
Em primeiro lugar, a liberdade de escolha é um direito inerente a todo cidadão brasileiro. Porém, esse direito não tem se reverberado na prática, visto que muitas mulheres no Brasil sofrem preconceitos sobre as escolhas pessoais, inclusive sobre a maternidade. Por consequência, as mulheres que decidem não aderir à maternidade tem o direito de escolha e a individualidade desrespeitados.
Outrossim, é importante destacar que a ineficácia de métodos contraceptivos é outro fator que aumenta a maternidade compulsória no Brasil. Haja vista que, a maioria dos métodos anticonceptivos não garantem 100% de eficácia, o que torna possível uma gravidez indesejada. Sob esse viés, a ineficiência dos métodos contraceptivos atuais não garante o direito da mulher que decide não ser mãe.
Em suma, medidas devem ser tomadas pelo Ministério da Saúde por meio da criação de propagandas publicitárias de conscientização sobre a escolha da mulher sobre a maternidade, tal como: propagandas em TV aberta sobre o impacto de preconceitos sobre a escolha das mulheres. Ademais, investimentos em estudos e pesquisas sobre métodos contraceptivos mais eficazes também devem ser realizados com a finalidade de assegurar o direito de escolha de mulheres que não querem engravidar. Espera-se que, com essas medidas, essa problemática venha ser erradicada.