Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 08/08/2021

Conforme Dalai Lama, “o amor e a compaixão são necessidades, não luxos. Sem eles a humanidade não pode sobreviver”. Diante dessa perspectiva, ao analisar a maternidade compulsória em debate no Brasil, a frase do monge budista não se mostra presente nos dias atuais, visto que ocorre uma pressão familiar nas mulheres e não é um conteúdo tratado com relevância pelos cidadãos brasileiros.

Em primeiro lugar, vale ressaltar na constante intimidação realizada pela família, de modo que a vítima se sente coagida psicologicamente. Nesse sentido, observa-se que há situações em que a mulher deixa de pensar no bem-estar pessoal e se sente submetida a uma gravidez forçada, em virtude da opressão oriunda dos pais. Desse modo, segundo o jornalista norte-americano Daniel Goleman, “perceber o que as pessoas sentem sem que elas o digam constitui a essência da empatia”. Dessa maneira, nota-se que os familiares não se colocam na situação da mulher, de forma que obrigam uma gestação. O que, infelizmente, é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a omissão por parte da população brasileira, como um fator influenciador dessa narrativa.  De acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir, “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Diante de tal exposto, é notória uma falta de preocupação da sociedade sobre o assunto, já que a maioria dos indivíduos que não perpetuam com essa realidade, não se manifestam contra esse enredo, isto é, se silenciam contra essa adversidade, em que a tendência é apenas se expandir. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescendível

que o Ministério Público, se responsabilize pelos interesses comunitários, uma vez que deve-se criar palestras, alertar sobre essa temática em praças públicas e divulgar os malefícios que uma família pode fazer, por meio de redes sociais como o facebook, o twitter e instagram, com o intuito de advertir e atentar os brasileiros para que diminua os casos de maternidade compulsória no país. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e precavida, tornando-se um âmbito social mais empático, tal como afirma Daniel Goleman.