Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 09/08/2021

Para Sartre, a liberdade individual é um valor intrasponível ao ser humano, algo do qual não há escapatória. Entretanto, é possível observar que este direito é constantemente ferido na história das mulheres. Hoje em dia, entramos em um vital debate: a maternidade é realmente arbitrária?

É evidente que muitas ações do ser humano são instrinsecamente influenciadas por normas sociais, o processo de socialização nos ensina a forma como devemos agir e pensar, desde as instituições primárias. Nos informa o que é esperado de nós, delimita nossas ações. No caso das mulheres, a maternidade é algo naturalmente requerido, para o qual são sutilmente direcionadas; meninas serão mulheres, mulheres serão mães.

Contudo, a maternidade tem se mostrado distante dos desejos de algumas mulheres, e neste ponto é notória a desaprovação majoritária. O ato de ser mãe é considerado papel natural e compulsório da mulher por convenção social, fazendo das mulheres reféns de um destino que deveria ser facultativo.

Para a resolução deste problema, é necessária conscientização  veemente, principalmente nas escolas, de modo a esclarecer os obstáculos do estigma que assombra as mulheres. A conscientização deve ser feita por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a fim de que a liberdade proposta por Sartre seja atingida pela sociedade brasileira.