Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 10/08/2021

No início do século XX, a Grande Guerra sucedeu-se, os homens foram convocados à guerra e as mulheres, foram necessárias para exercer papeis sociais e profissionais aos quais nunca eram cogitados à elas, assim uma mentalidade mais aberta e direitos foram conquistados pelas mesmas, com outras opções além da “dona de casa” à qual era sua única função. No entanto, quando se observa a maternidade compulsória em debate no Brasil, nota-se que a ideia ultrapassada ainda perpetua. Certamente, a antiquada pressão e romantização patriarcal da maternidade junto da adversidade social com o mar de alternativas para o papel feminino no século XXI, são entraves que contribuem para essa problemática.

Precipuamente, no universo cinematográfico de “Game of Thrones”, a personagem Arya é constantemente criticada quando não acata o seu futuro ditado e enquadrado aos papeis que é exercido pelas mulheres naquela época, que se resume ao papel de ser mãe e suceder sua família com seu marido. Além disso, a visão dividualista divulgada pelos pais, onde o filho tem “todo o mundo pra conquistar” e a mulher cabe a responsabilidade de gerar filhos, é extremamente excludente e passada quase que involuntáriamente desde a sociedade antiga à atual, gerando um sentimento de obrigação para a mulher, que sente-se no seu dever de cumprir sem considerar sua genuína vontade. Destarte, criam-se máquinas reprodutoras quase que sem consciência real, por não haver debate que normalizem o “não ter filhos”, além de fechar outras oportunidades para elas.

Outrossim, na série de época “Dickinson”, retrata a vida de Emily Dickinson, que enfrenta diversos problemas que impedem-a de seguir seus sonhos -ser uma renomada escritora e estudar-, em uma de suas falas: “talvez eles (homens) tenham medo nos ensinar como o mundo funciona e aprenderemos como dominá-lo”. De maneira análoga, do século XX ao contemporâneo, mesmo com todas as evoluções em todos os âmbitos, a discução sobre as ações femininas ainda perpetuam, por mentalidade ultrapassadas. Adicionalmente, atualmente no Brasil as mulheres passaram a ter mais planejamento familiar em suas rotinas, já que conseguiram ao longo dos anos, mesmo que incompleto e ainda excludente, exercer títulos profissionais, causando mais discussões, já que a mulher além de seu trabalho, ainda teriam que dedicar mais tempo aos seus filhos, para agrado social.

Em suma, é inegável que medidas são necessárias para amenizar esse problema. Portanto, o governo deve criar um projeto conscientizador, por meio de campanhas nas redes midiáticas, como alvos os pais, os quais são as principais vias educacionais dos filhos, com o intuito de informar e debater sobre seus papeis sociais multiplos e amplos, para ambos o sexos, mantendo a ideia pós 1°GM.