Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 17/08/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher o seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. Todavia, percebe-se que a maternidade compulsória é muito presente na sociedade atual, tirando a liberdade de escolha de muitas mulheres que engravidam por pressão externa. Nessa esteira, é necessário debater sobre o assunto que possui como causas a alienação social e a influência familiar.
A priori, é fucral pontuar que a alienação social é fator coadjuvante em relação a matéria. Nesse sentido, para Freud, os indivíduos tendem a se adequar à sociedade para sentir pertencimento. Sob tal ótica, é evidente que muitas cidadãs optam por engravidar, por pressão social, seja dentro de suas religiões, ciclo de amizades dentre outros. Em grande parte dos casos, se é pregado que ser mãe é sinônimo de felicidade, ou que o indivíduo só será “completo” quanto possuir um filho. Desse modo, muitas mulheres entram na maternidade por necessidade de aprovação social, podendo trazer inúmeros danos psicológicos tanto para a mãe, quanto para o filho futuramente.
Ademais, a influência familiar é uma das causas da problemática. Nessa linha de racíocinio, para o filósofo Talcott Parsons, a família dá ínicio à formação do indivíduos que vai exercer papéis na sociedade. Porém, tal formação, em grande parte dos casos, é falha pois induz muitas mulheres à maternidade compulsória. Muitas cidadãs são educadas e induzidas, pelos seus responsáveis, desde sua infância a se tornarem mães quando crescerem. Em outros casos, o próprio companheiro coloca pressão sobre a cidadã para engravidar e alguns chegam em até ameaçar caso não seja a vontade de sua companheira. Dessa maneira, na grande maioria dos casos, as mulheres se sentem obrigada a cumprir uma expectativa das pessoas do seu ciclo familiar.
Dessarte, medidas exequíveis são necessárias para combater a maternidade compulsória no Brasil. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o SUS (Sistema Único de Saúde), criar uma campanha de consiêntização, por meio de palestras, em escolas e universidades, aberto a todos os públicos, sobre o tema de maternidade compulsória. Tais palestras devem alertar sobre os risco psicólogicos e físico de ter um filho sem vontade própria e sem preparo mental. Também, o SUS deve oferecer atendimentos psicológico para pessoas que desejam se tornar mãe, ou que se sentem forçadas a entrarem na maternidade, para que todas recebam a ajuda necessária e toda a população esteja inteirada sobre o assunto. Assim, espera-se que o problema se reduza em médio ou longo prazo e todo ser humano possa de fato, ser livre em suas escolhas como defende o filósofo Sartre.