Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 16/11/2021
No livro “Utopia” de Thomas More é exposto um ambiente perfeito, no qual a consciência coletiva e eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que a maternidade compulsória apresenta um obstáculo para uma comunidade alienada e inerte como a brasileira. Nesse sentido, em virtude a opressão feita pela sociedade contra as mulheres para se ter filhos, a parcela populacional feminina passa a ter problemas psicológicos após gerar seu feto.
De início, é válido reconhecer como a maternidade compulsória é uma consequência de séculos. Na cidade-Estado Atenas, principal organização política da Grécia, as mulheres eram vistas apenas como um objeto de procriação, na sociedade brasileira esse cenário não apresenta ser diferenciada, visto que, se uma mulher optar em não ter filhos a sociedade a julga. Segundo Durkein, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que a gravidez prescrita, já tornou-se cotidiano, ou seja, um fato social.
Sob esse viés, no livro “Precisamos falar sobre o Kevin” conta a história de uma mulher que não tinha o desejo de se tornar mãe, mas por conta de seu marido e das pessoas em torno do casal ela decide ter uma gestação, no entanto, após o parto ela foi acometida com depressão, o que levou ela querer a morte. Fora da escrita do livro, essa realidade não apresenta ser análoga, uma vez que uma a cada quatro mulheres vive com esse problema psicológico, segundo Rádio Nacional de Brasília.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater a maternidade compulsória no território brasileiro. A sociedade deve parar de impor, nas mídias sociais e no convívio social, a necessidade de se ter uma criança, com intuito de diminuir o índice de depressão-pós-parto, pois segundo o sociólogo Robert Putman a sociedade está ligada a resolução dos problemas. Somente assim o Brasil viverá em um ambiente perfeito proposto por Thomas More.