Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 03/11/2021
No livro o conto da Aia, escrito pela canadense Margaret Atwood, em que, em um mundo distópico as mulheres férteis são usadas quase que exclusivamente como um objeto de reprodução, sem o controle de seus próprios corpos. Na realidade não é muito diferente, pois as mulheres são ensinadas desde novas de que devem engravidar. Aquelas que decidem ir contra esses pensamentos, sofrem com os julgamentos e barreiras impostas como a falta de conhecimento a metódos anticonceptvos e a ilegalidade do aborto.
Devida a falta de atenção por parte do governo, muitas mulheres não tem acesso a formas de se terem um sexo seguro, tendo altas propabilidades de não só engravidarem como também adquirirem DSTs. E caso procurem fazer a laqueadura, a Lei 9263/96 diz que os dois pré-requisitos para se fazer uma laqueadura pelo SUS são : Ter acima de 25 anos; ou ter mais de dois filhos, e também ter autorização do marido ou do pai - caso for solteira-, pois a mulher não tem autonomia sobre o próprio corpo. O que muitas vezes tornasse inviável, visto que muitos maridos mal permintem metódos anticonceptivos convencionais, e muitas não tem um pai.
E com a ilegalidade do aborto, essas mulheres se sentem com ainda menos controle sobre seus corpo. Mesmo que com a Lei 2848/40 que permitir o aborto em certas ocasiões, devido a pressão da igreja e de até mesmo tentativas de persuassão da parte de alguns medicos, parte destas mulheres não prosseguem com o procedimento.
O governo precissa com urgência passar a ver a mulher como dona de si mesma, com criações de leis mais humanas que perminta assegurar o direito de autonomia sobre seus corpos. Visando também como que o aborto pode benifenciar a sociedade como um todo. Alem de que é nescessaria a criação de divulgação sobre sexo seguro, como por exemplo, fazendo debates em escolas e disponibilizando metódos contraceptvos de forma gratuita nos postos de saúde.