Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 17/08/2021
A maternidade compulsória, que também pode ser chamada de maternidade obrigatória, ainda é um problema que atinge grande parte da população feminina do Brasil. Tendo como característica básica, a pressão social, seja de amigos, família, igreja ou até mesmo do próprio companheiro. Percebe-se que a maternidade compulsória tem assolado a vida de milhares de mulheres e o único modo de ajudá-las seria dando atenção maior para o investimento em métodos contraceptivos realmente efetivos, ou até mesmo campanhas de conscientização social.
Atualmente, o Brasil está acima da média mundial, atingindo a marca de 40% de gestação não planejada, esse é um outro motivo que ocorre pela falta de métodos contraceptivos. Os principais problemas são, a falta de instrumentos, a falta de profissionais habilitados e até a falta do próprio dispositivo (DIU). Temos o exemplo do Acre, que em um ano (abril de 2017 e abril de 2018), foram implantados apenas 3 dispositivos,
Em relação a conscientização social, as mulheres que optam por não engravidar, são submetidas a vários tipos de comentários e críticas, como, “as mulheres sem filhos estão fadadas a solidão eterna”, quando na verdade deveria isso ser uma decisão totalmente pessoal. Esses comentários geralmente podem vir até os membros da família, como “já estou esperando o meu netinho”, essas pessoas passam a visão errada de o que realmente é a materniade e até romantizam, usando como exemplo, a salvação do casamento.
Para ajudá-las seria necessário campanhas e arrecadação de fundos, liderados por pessoas influentes na sociedade. Para que essas mulheres possam ter acesso a esses métodos e até mesmo se sentirem seguras de sua decisão, pois cada uma tem o direito de escolher e não serem obrigadas a algo que a sociedade impõe.