Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 28/08/2021

No futuro distópico de “O conto da aia” de Margaret Atwood, acompanha-se uma sociedade em que poucas mulheres podem reproduzir, o que fez com que as poucas que podem sejam obrigadas a terem filhos. Fora da ficção, é possível notar que a maternidade compulsória é um tópico relevante no Brasil. Sob tal óptica, esse cenário é criado pelo sistema social dominante que construiu esse padrão que é impostas nas mulheres.

Por um longo tempo, o papel social da mulher era ter filhos e cuidar do lar, porém, essa não é a realidade atual, mas ainda tem um impacto na vida da população feminina. Desde jovem e durante toda a vida, as mulheres são inconscientemente condicionadas para realizarem algumas coisas que são consideradas normais de acordo com o padrão social influenciado pelo patriarcado. Ademais, é importante citar toda a coerção social que a mulher sobre para ser mãe.

Por conseguinte, a maternidade se torna um passo automático na vida de grande parte população, o que gera um grande número de gravidez na adolescência, famílias monoparentais e abandono familiar. Além disso, é possível dizer que favorece a manutenção do imaginário social em relação as normas sociais femininas.

Em suma, são necessárias medidas que atuam na conscientização das pessoas desde novas, tendo em vista que o aspecto compulsório do maternidade é um imaginário cultivado desde a infância. Para tanto, as instituições escolares são responsáveis por introduzir e guiar os estudantes sobre a questão e desenvolver um senso crítico acerca das influências do patriarcado em diversos aspectos. Esse projeto pode ser feito pelo Ministério da Educação (MEC) em conjunto de ONGs que atuam na área. Ademais, é válido salientar em como os polos midiáticos devem assumir um papel de responsabilidade com isso, tomar consciência sobre o impacto que patriarcado possuem, principalmente em um público mais jovem.