Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 24/08/2021

É indiscutível que com o advento da Primeira Guerra Mundial, a particpação feminina nas fábricas aumentou disparadamente. Como consequência disso, as mulheres têm se dedicado mais às suas carreiras profissionais do que à maternidade. No entanto, escolher entre uma profissão e ser mãe tem sido um desafio para a população feminina, que sofre diariamente com a maternidade compulsória causada pela pressão social e falta de liberdade de escolha.

Em primeira análise, vale lembrar que de acordo com a Constituição vingente todos os cidadãos brasileiros nascem livres em dignidade e direitos. Entretanto, tal garantia cidadã nem sempre ocorre, visto a pressão social exercida sobre as mulheres, principalmente em relação a maternidade compulsória. Como resultado disso, mulheres se veem pressionadas à abdicar de sua vida profissional em prol da maternidade, que em diversos casos, não é desejada.

Além disso, vale ressaltar que tal pressão exercida sobre as mulheres tem impacto direto na liberdade de escolha dessas, a qual se torna comprimetida. Tal como o que acontece com as mulheres brasileiras, de acordo com o ativista Nelson Mandela: “Liberdade parcial não é liberdade”. Tal afirmação demonstra como a maternidade compulsória priva parcialmente as mulheres de escolhas pessoais que influenciam suas vidas.

Portanto, é possível notar a necessidade de se combater a maternidade compulsória no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve investir em palestras em escolas, que mostrem aos estudantes que a mulher tem o direito de optar ou não por se tornar mãe. Dessa maneira, as próximas gerações poderão desfrutar da liberdade de escolha feminina sem julgamentos, em um país devidamente mais igualitário.