Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 30/08/2021

Ao longo da história aprende-se que a maternidade é, praticamente, o destino e sucesso da mulher, como se fosse um prêmio na fase adulta. Nesse sentido, nos a.C. a mulher estéril era vista pela sociedade da época como “a árvore que não dá frutos”. Diante disso, com essa ideia passada por gerações, neste século ainda há mensagens subliminares sobre a maternidade forçada. Vê-se, por exemplo, os brinquedos feminino que são, em sua maioria, bonecas e utensílios de casa. Isso ressalta que a opção de não querer ser mãe ou ser estéril, ainda é um problema de aceitação na sociedade.

Dessarte, a procriação exacerbada, sem o desejo, leva a constantes fatores desastrosos na vida de algumas pessoas. Esses fatores são as questões psicológicas, financeira e social da mulher, sendo imposto sobre ela a “obrigação” persuasiva de gerar filhos, menosprezando o devido preparo psicológico. Isso acontece em todas as classes sociais, mas são mais frequentes na classe baixa, a qual carece de informações. E, também, o índice de gravidez é maior, segundo o IBGE. Para consolidar tais fatos desastrosos, de acordo com a OMS mais de 25% de mulheres grávidas sofrem com transtorno mental e depressão, logo, o que era para ser um prêmio, torna-se pesadelo.

Além disso, ao incentivar as crianças a serem mães quando adultas, por meio da indústria de brinquedos, estão doutrinando futuras mulheres com pensamento, não optativo, de maternidade. Nessa perspectiva, a frustração torna-se presente na vida pessoal, uma vez que não dará continuidade à família, por não querer fazer parte desse ciclo de reprodução. Ademais, as consequências de uma maternidade não desejada pode trazer perigos à sociedade, pelo fato de surgir, em alguns casos, psicopatas, pessoas revoltadas por saber que o seu nascimento foi um erro. Isso é retratado no filme “Precisamos falar sobre Kelvin” um adolescente psicopata assassino que tem uma relação conturbada com sua mãe, pelo fato de saber que sua vinda ao mundo foi algo trágico na sua família. Desse modo, maternidade é um assunto de relevância e opção de escolha.

Em suma, a maternidade compulsória presente na sociedade, carece de soluções. Faz-se necessário, portanto, que políticas públicas, aprovadas no Congresso, sejam relevantes e eficazes quanto à informação e o apoio psicológico para as mulheres em todas as fases da vida, com palestras e comunicação verbal nas redes sociais com séries, filmes e documentários sobre os perigos da maternidade e a opção de escolha. Tornando-se rotina nas escolas, igrejas e universidades. Todas essas medidas com o propósito de erradicar a “obrigatoriedade” maternal. Isso surtirá forte avanço positivo na sociedade.