Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 03/09/2021
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema, “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado, os obstáculos enfrentados pelos homens em sua trajetória. Fora do poema, a questão da maternidade compulsória vem se tornando uma grande pedra na vida das mulheres. Mediante a isso, questões como a pressão social e o legado histórico são fatores participantes do impasse.
Primeiramente, é importante ressaltar que a imposição da sociedade perante decisões individuais de um cidadão faz parte do problema. No documentário da plataforma Netflix, “Take Your Pills”, é apresentado jovens que, pela busca de altos padrões de notas e resultados nos estudos que são impostos pela sociedade, se submetem a utilizarem pílulas para aumentar seu rendimento escolar e nos vestibulares, por consequência disso, muitos se tornaram viciados. Neste cenário, a imposição da necessidade da mulher se tornar mãe tende a acarretar problemas como frustrações, medo e até mesmo inseguranças que poderiam ser evitadas.
Ademais, em paralelo com as pressões sociais, as ideias deixadas pelos antepassados também participam da questão. Diante disso, segundo o filósofo Aristóteles, a base de uma sociedade é a justiça. Com essa perspectiva, o legado histórico deixado para as mulheres e refletidos nos dias de hoje tornam-se uma injustiça, uma vez que, tende a contrarias as vontades de algumas mulheres em não ser mãe e gera consequências e rótulos a elas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, cabe aos Estados e Municípios a função de desconstruir ideias passadas através de informações, por meio da redes socias como o Facebook e o Instagram que possuem grande visibilidade, com posts e palestras de especialistas apresentando que alguns comportamentos antigos não precisam ser seguidos e informado que a escolha de ter ou não filho é algo pessoal e não deve ser colocado em xeque pela sociedade para, assim, minimizar a maternidade compulsória no Brasil.