Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 06/09/2021

O filósofo Raimundo de Teixeira Mende, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progesso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros emprecilhos para o seu desenvolvimento com relação à maternidade compulsória em debate. Esse panorama ainda vigente, é atestado em decorrência de uma vasta negligência governamental agregada de uma enorme banalização escolar e familiar.

Sob esse viés, cabe ressaltar que de acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos humanos, eliminar as desigualdades e promover a coesão social. Entretanto, tal perspectiva não se perpetua na sociedade, visto que, por conta de uma notável banalização do governo muitas mulheres são obrigadas a criarem crianças sem as mínimas condições sociais e sanitárias. Dessa maneira, ocasionando o aumento dos níveis de abandono e mortalidade infantil.

Além disso, pode-se corroborar a problemática da romantização familiar e escolar, uma vez que, são nesses dois locais que se fundamentam a plena formação da opinião de um inidivíduo. Sendo assim, havendo uma elevada mentalidade machista e patriarcal ainda compactuada na comunidade, diversas meninas e mulheres se sentem na obrigação de reproduzir demasiadamente, não se preocupando com suas condições físicas, mentais e habitáveis, caracterizando assim, a maternidade compulsória por conta da banalização pública.

Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados, o Ministério da mulher e as escolas invista na conscientização popular acerca das consequências da compulsividade materna, como também, em apoios financeiros que ajude a sustentar o indivíduo até uma idade apropriada, mediante à leis, palestras e conversas familiares objetivando na diminuição do indíce de mortalidade e abandono, na melhoria alimentícia e habitacional destas crianças e na desconstrução do pensamento conservador social do século XXI.