Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 08/09/2021

Historicamente, a mulher sempre foi vista como objeto de reprodução, sexual e sem  poder de escolha, visto que, só tivemos o direito ao voto durante a Era Vargas, enquanto já era uma realidade para os homens brancos. A maternidade ainda é uma forma de repressão acima do poder de escolha feminino, visto que a romantização por parte da sociedade conservadora e a falta de métodos contraceptivos 100% eficazes, nos impedem de sermos libertas fisicamente e psicológicamente pela escolha de ter filhos.

Em primeira análise, a ideia conservadora da maternidade ser uma obrigação da mulher sem ser refletida toda a responsabilidade da mesma, é resultado do que foi dito pelo Determinismo de Taiane: “O homem é fruto do meio, da raça e da história”. Isto é, as pessoas romantizam a maternidade compulsória de acordo com sua religião, meio e instrução, e aquelas que se desfazem desses dados entraves se tornam objeto de julgamento, sendo fadadas a se sentirem culpadas.

Outrossim, os métodos contraceptivos existentes são de pequena porcentagem ineficazes, que em conjunto com a proibição do aborto seguro se tornam chave de repressão acima da mulher, já que ela não pode ter relações sexuais sem o risco de adentrar à maternidade. O que reflete ainda em questões de desenvolvimento e socioeconômicas do país.

Destarte, urge o problema da maternidade obrigatória no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministério da Saúde promover a legalização do aborto seguro dentro da Câmara dos Deputados, para ser votado por mulheres em função do poder de escolha da mulher ser efetivo dentre os representantes do povo. Assim como, entrar em parceria com os veículos de mídia conscientizando a seriedade da maternidade com a finalidade de extinguir a banalização e romantização acima desse tema dentro da parte conservadora da sociedade, e tendo como consequência a extinção da pressão psicológica e legal acima da maternidade para com as mulheres.