Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 12/09/2021
A maternidade no Brasil sempre foi uma atitude essencial para a mulher se sentir realizada, amada e respeitada. Ser mãe passou de escolha para uma obrigação, e aquelas que se impunham a essa decisão eram taxadas como egoístas, frias e que passariam o resto de suas vidas sem se sentirem completas. Felizmente, este pensamento tem sido desmistificado e mulheres que não querem ter filhos estão sendo mais ouvidas e respeitadas.
Em primeiro lugar, é importante deixar claro que a mulher desde sua infância já recebe o incêntivo para aflorar o sentimento materno. A menina aprende a ser “mãe” de suas bonecas, logo depois de menstruar ela escuta que já é “mocinha e que pode ter filhos”, quando chega na fase adulta esta mulher recebe comentários do tipo: “quando vai ter filhos?”, “precisa arrumar logo um marido, daqui a pouco não vai conseguir engravidar”. Chega ser triste ver que a função da mulher, dentro da sociedade, é casar e gerar filhos, como se não existesse outra opção, como se de outra maneira não fosse possível ser feliz.
De acordo, com uma pesquisa feita pela farmacêutica Bayer e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 37% das mulheres brasileiras não querem ter filhos e os outros 63% de mulheres desejam ter filhos, ambas as decisões não fazem uma mulher ser melhor ou mais mulher do que a outra, é uma decisão individual, ou seja, cabe a cada indivíduo ver o que é melhor para si e cabe a sociedade respeitar essa decisão.
Tendo em vista como o debate sobre a maternidade compulsória é relevante, é necessário que outras mulheres sejam alcançadas e lembrem que elas tem a opção de escolha sobre engravidar ou não. Por isso, deve ser feita uma campanha que impactaria mulheres de todo o Brasil, através de ONGs, instuições da mulher e redes sociais (como o Instagram e o Twitter), mostrando que é uma escolha da mulher ter filhos e que só ela pode interferir nessa decisão.