Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 13/09/2021
Devido a urbanização e a modernização, a taxa de natalidade brasileira diminuiu, afinal, as mulheres se inseriram no mercado de trabalho e a utilização de métodos contraceptivos aumentou. Entretanto, com isso, a população feminina começou a sofrer ainda mais com o fenômeno da maternidade compulsória. Dessa forma, as mulheres são praticamente obrigadas a ter filhos e julgadas caso não tenham.
Em primeira análise, percebe-se que a mulher ainda é vista pelo povo como alguém que tem a obrigação de gerar criança. Sob tal ótica, o livro ‘‘O Duque e Eu’’, da Julia Queen, apresenta a alta sociedade londrina e a influência que as garotas da época sofriam para se casarem e terem filhos. Apesar do livro se passar na Inglaterra, meninas do mundo todo são coagidas desde crianças por bonecas, propagandas de televisão e até mesmo pela própria família a serem mães. Dessa maneira, para a menina, tornar-se mãe não é uma escolha e sim um dever imposto desde a infância.
Além disso, nota-se que uma mulher, quando escolhe não gerar filhos é duramente criticada. Assim, no momento que uma moça escolhe focar em sua carreira ou em qualquer outra ocupação que não seja ser mãe, muitas pessoas fazem comentários que ficaram populares, como ‘‘Irá ficar para titia’’ ou ‘‘Não terá ninguém para cuidar de você quando envelhecer’’. Todavia, a mesma coisa não ocorre com os homens, que podem escolher não possuir filhos, o que mostra uma sociedade patriarcal em que a mulher é vista como alguém que deve sempre cuidar da casa e das crianças.
Logo, a fim de existir uma sociedade justa para as mulheres, é preciso que haja uma mudança no pensamento social. Para isso, é necessário que o governo promova, desde a infância, campanhas que mostrem para as garotas que elas podem ou não ser mães. Desse jeito, o fenômeno da maternidade compulsória enfraquecerá, as meninas cresceram sabendo que tudo bem escolher não ter filhos e elas perpetuaram para outras gerações esse poder de escolha.