Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 25/09/2021

Na série “Jane the virgin”, é retratado um acidente médico - ginecológico ocorrido com a casta Jane, no qual a mesma é artificialmente inseminada, resultando numa gravidez indesejada. Deste modo, Jane se vê pressionada a receber essa gestação como uma benção divina, quando na verdade isso só atrapalha os planos para seu próprio futuro. Nesse contexto, no que tange à questão da maternidade compulsória no Brasil, percebe-se uma grave problemática em razão da pressão e romantização imposta sobre mulheres que engravidam acidentalmente e mulheres que não podem ou não desejam ter filhos. Primordialmente, torna-se necessário mencionar que a pesquisa pautando a maternidade feita pelo Repórter Unesp diz que 54,7% das mulheres entrevistadas desejam ser mães, o que é visto como algo delicado, doce e de instinto feminino. Entretanto, quando se trata das mulheres que não desejam ter filhos, elas são vistas como frias, incompletas e até más. Nesta conjuntura, observa-se a visão machista de uma sociedade que obriga a maioria das mulheres a se sentirem completas com a maternidade mesmo quando indesejada. Frida Kahlo, como uma grande figura do feminismo, também sofreu com a gravidez, mas nesse caso, com a ausência dela, pois Frida nunca pode completar suas gestações. Diante disso, uma das questões acerca da gravidez é simplesmente a falta dela. Quantas mulheres sonham em ser mães mas não podem ter filhos? Até mesmo esta parte da população feminina no Brasil é afetada pelas mazelas da pressão social. Julgadas fracas, incapazes e inseguras, a infertilidade se tornou motivo de infelicidade para muitas mulheres que desejam realmente a maternidade. Portanto, é de responsabilidade da Secretaria especial de comunicação social, a promoção de campanhas publicitárias acerca dos temas maternidade, gravidez e métodos contraceptivos, a fim de informar sobre o corpo feminimo e reduzir o estereótipo e a pressão. Com isto, veríamos mulheres mais leves e realizadas, sendo mães ou não.