Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 04/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1945 pela ONU, Organização das Nações Unidas, garante aos cidadãos a liberdade de escolha sem opressões. Entretanto, questões ligadas à maternidade compulsória ferem o direito da mulher em optar livremente pela geração de filhos. Dessa maneira, é crucial discutir quanto ao machismo encrustado na mente das pessoas, aliado às pressões feitas pela sociedade.
A princípio, cabe ressaltar que a violência de gêneros é normatizada pelos ideais brasileiros. Para confirmar, de acordo com pesquisas realizadas pelo Datafolha de 2019, 96% dos entrevistados consideram viver em uma sociedade machista. Sem dúvidas, essa problemática causa diversos empecilhos nas vidas femininas, com limitação de oportunidades, agressões físicas e mentais e baixa autoestima. Dessa maneira, é preciso dar fim a esse preconceito e, consequentemente, aliviar pressões sobre as mulheres.
Ademais, é vital citar que a comunidade foi muito persuadida a acreditar na superioridade masculina, mesmo que sem perceber. Contudo, segundo o filósofo Rosseau, “o homem é, naturalmente, bom, a sociedade que o corrompe”. Nessa perspectiva, deve reconstruir a mentalidade das pessoas com conceitos de igualdade, tratados pelos órgãos capacitados.
Por conseguinte, é imprescindível que a mídia, ligada às escolas, difusoras de informação e opinião, conscientizem o povo quanto ao machismo e maternidade compulsória, por intermédio de debates interativos e palestras, de modo a desenraizar desigualdades de genêro e incentivar manifestações pacíficas. Outrossim, seria de grande valor se o Ministério dos Direitos Humanos promover teatros de cunho crítico, por meio de verbas destinadas à cultura para empoderar as mulheres e desmitificar suas necessidades de reprodução. Assim, haverá escolhas de vida sem opressões.