Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 07/10/2021
Segundo Durkheim, a construção do indivíduo deve-se pela influência de fatores sociais. Neste sentido, entende-se que a maternidade é uma construção histórica e social. Dessa maneira, condicionar a existência feminina ao papel de mãe retira seu direito de escolha.
Sendo assim, é preciso pontuar que o discurso sobre maternagem é imposto por um contexto cultural. Esse fato contribui para a idealização de que as mulheres só encontra realização na maternidade. Foi a necessidade da mão de obra feminina, na Revolução Industrial, que diversificou as ocupações das senhoras, incluso a opção de não ser mãe.
No cenário atual brasileiro, a mulher moderna passou a priorizar sua idependência e liberdade. Dentre os inúmeros motivos que corroboraram para quebra da relação mulher-mãe, vale ressaltar o direito a educação, a inserção das mulheres no mercado de trabalho e o acesso aos métodos contraceptivos. Entranto, a pressão social continua a oprimir os que optam por não ser mão, tendo como resultado uma violência moral.
Diante do apresentado, infere-se que a maternidade compulsória é produto de uma sociedade de costumes nocivos. Portanto, cabe ao Estado, por intermédio do Ministério da Saúde em colaboração com o Ministério da Educação, desenvolver um programa de acompanhamenro psicológico nas escolas para jovens estudantes a fim de orienta-lás sobre seus desejos futuros a cerca da gravidez.