Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 28/10/2021
A série ‘‘Sex educaton’’ retrata de muitos estigmas relacionado a mulher, um deles é a maternidade. Dessa forma, a narrativa revela, com humor, que as mulheres não são homogêneas em pensamento e é normal percorrer trajetórias diferentes. Deste modo, nota- se um processo patriarcal imposto e que ainda impacta a realidade feminina, como a questão da maternidade compulsória que persiste devido a falta de diálogo e de medidas para soluciona- la.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a imposição da maternidade varia de acordo com a sociedade. Sendo assim, na Antiguidade, em Atenas a mulher era reservada para os afazeres domésticos e em Esparta para serem guerreiras. Já na sociedade atual, a base foi construída sob a perspectiva do patriarcalismo, isto é, apenas os homens trabalham e as mulheres devem ficar em casa com os filhos. Todavia, a maternidade não deve ser uma obrigação para as mulheres e esse pensamento deve ser combatido. Tal aspecto ainda em questão, revela a invisibilidade do tema e segundo a filósofa Djamila Ribeiro, é necessário tirar uma situação da invisibilidade para atuar sobre ela.
Ademais, apenas com educação que essa conjuntura mudará. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, ‘‘O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’, ou seja, a educação modifica as ações dos indivíduos e para solucionar o impasse é preciso que a escola participe ativamente na formação dos jovens promovendo medidas para obter a igualdade social.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o qudro atual. Assim, o Ministério da Educação deve oferecer debates em diversas faixetárias escolares sobre igualdade de gênero e a liberdade de escolhas, em especial a maternidade, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar a capacitação dos professores para melhor aplicar os debates de acordo com as idades, a fim de frear a maternidade compulsória no Brasil.