Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 22/10/2021
Apartir de 1988, com a nova constituição, que as mulheres começaram a ter seus direitos garantidos no Brasil, como o direito ao voto. Antes desse marco, a sociedade as olhava única e exclusivamente como “donas de casa” e mães. Entretanto, mesmo que na contemporaneidade a mulher possa trabalhar e votar, essa ainda leva consigo toda uma pressão exterior sobre ter um filho. Isso é visto na questão sobre a maternidade compulsória, que possui uma carga de obrigacão em cima do sexo feminino para engravidar. Essa imposicão é social, como por parte da familía e fere o direito de liberdade de escolha da mulher. Portanto, é preciso debater essa realidade e sanar suas mazelas.
Sob esse viés, o sociológo Durkheim, elaborou um conceito para explicar os modos de interação no meio social e como eles ocorrem, o chamado “Fato Social”. Nesse estudo, para que uma questão se enquadre, ela precisa atender aos critérios de: generalidade, exterioridade e coersitividade. O caso da maternidade compulsória se enquadra, dado que, a pressão é geral, pois atinge todas as mulheres; é exterior, visto que ocorre mesmo que existam pessoas contrárias e é coersitiva, pois pressiona a criança ao longo da vida e na fase adulta dessa. Nesse sentido, a implicância da família, dos amigos e de todos os cidadãos, sobre a mulher ser mãe ou não, constituem um fato social. Desse modo, a mentalidade brasileira deve acompanhar as mudanças do tempo, pois a mulher não se resume a ser um banco de fertilidade e é também um ser nutrido por vontades própias.
Ademais, vale evidenciar que as mulheres devem ter a liberdade de decidir se querem ter um filho e que essa escolha pode ser diferente para cada uma delas. Além da vontade, aspectos de desigualdade social podem interferir nesse processo, pois ao mesmo tempo que mulheres abastadas têm a possibilidade de pagar uma cliníca de congelamento de ovúlos e aumentar assim o seu intervalo de decisão, outras, vivendo no nível da pobreza, não possuem esse tipo de ferramenta. Dessa maneira, é notório que a maternidade engloba uma série de aspectos e que deve ser analisada com atenção, para que todas as mulheers tenham garantida,igualmente, a liberdade de escolha.
Em vista disso, para que a compulsionariedade da maternidade seja amenizada no Brasil, o Ministério da Mulher deve criar vídeos que tragam relatos de mulheres que em algum momento da vida se sentiram pressionadas a ter uma criança, com o intuito de causar reflexão em todas as esferas sociais. Esses vídeos poderiam ser passados nos intervalos televisiovos, para atingir o maior número de pessoas. Assim, a soceidade poderá diminuir o impacto causado nas mulheres e essas terão mais liberdades garantidas.