Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Na série televisiva ‘The Marvelous Mrs. Maisel’ é narrado um enredo aonde a maternidade era essencial em relacionamentos matrimoniais. Assim como na trama, o ato de gerar filhos ainda é romantizado na sociedade apesar de ter defeitos, como os riscos do parto. Conquanto isto, a banalização persiste devido ao sensacionalismo midiático e má educação.
Em primeiro plano, a romantização em torno da maternidade é influenciada pelas vertentes de entretenimento da mídia. No livro ‘Fique Comigo’ é contextualizada a pressão que as mulheres sofrem em tornar-se mães e como isso as afeta psicologicamente. Tal como na obra literária, os filmes, novelas e revistas também são responsáveis por disseminar e idealizar a gravidez ao representar, em fotos e filmagens, apenas as qualidades desse ato. Esse sensacionalismo gera desconhecimento e consequentemente frutrações, como a depressão pós parto.
Ademais, há a ignorância quanto aos cuidados necessários durante a gravidez, podendo esses sererem tanto mentais quanto físicos. Segundo uma pesquisa do IBGE, nos anos 2000 houve um aumento de mais de 80% no número de mães que possuem 10 a 14 anos. Assim, os dados explicitam em como, no Brasil, a perda da infância e adolescência está sendo banalizada e pouco debatida politicamente. Além disso, sem uma melhor abordagem da temática em escolas, haverá o crescimento de mães cada vez mais jovens, imaturas e instáveis emocionalmente na nação.
Portanto, para solucionar as problemáticas é necessário tomar as medidas cabíveis. Cabe ao Ministério da Educação promover palestras, em parceria com instituições de ensino, a fim de conscientizar a população acerca da maternidade compulsória no país. Pois, é apartir da conscientização da sociedade que haverá a correta abordagem e menção ao tema.