Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 13/11/2021

A maternidade compulsória conceitua-se que a mulher está submissa à uma pressão social tão intensa que se vê obrigada a reproduzir para que se sinta completa e aceita. Dessa maneira, o não preparo para criar um filho poderá criar consequências tanto na mãe quanto ao próprio. Posto isso, as mulheres sofrem com o rótulo de que serão felizes somente com a procriação e quando o realizam tende a uma quebra de expectativa e se culpam pelo despreparo, julgando-se incompetentes.

Assim, a série presente na Netflix, Bridgerton, relata a história de uma mulher que a família está a procura de um marido para que a jovem se case, ela conhece um duque e eles realizam tal ato. Ademais, após o casório, a moça tenta ter filhos com seu esposo, mas descobre que é infértil. Logo, se vê desamparada, insufisciente e incapaz, pois sua família já almejava ter netos, sobrinhos etc. Nessa visão é possível perceber o quanto a pressão externa abala de forma de forma absurda o psicológico de uma mulher, a qual sem nenhuma culpa, se sente isolada de sua única missão, a reprodução, segundo mentes ignorantes e patriarcais.

Além disto, no mundo intelectual da geografia, há presença de 3 teorias demográficas; malthusiana, neomalthusiana e a reformista. Esta última citada fala sobre que se a pessoa for pobre, isso aumentará o índice de filhos pois estes criados servirão para trabalhar, ou seja, ajudarão na renda familiar. Por conseguinte, a desigualdade social também está intimamente ligada à reprodução sem um planejamento, associando-se à uma ideia de sobrevivência e não de laços.

Portanto, é exequível concluir que procriar trata-se mais de uma precisão e pressão da sociedade que uma dádiva da mulher. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde e Educação implementar aulas sobre educação sexual nas escolas, por meio de investimentos nessas áreas pagados pelos cidadãos de todo o país através de impostos, a fim de conscientizar as pessoas a terem noção do que é criar um filho antes de tê-lo efetivamente. Destarte, relembrar que a decisão da mãe deve basear-se na vida dela e não por influência de outros.