Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 05/11/2021

Desde a infância, as crianças do gênero feminino são impelidas a brincar de boneca e casinha, sempre adotando o papel de mãe, mesmo sem ter maturidade para cuidar de sí própria. E assim é, desde muito pequenas as meninas são levadas a pensar que devem ser mães, enquanto os meninos brincam de carros e super-heróis.

Tal comportamento não supreende quando se tem um pouco de informação e se sabe que desde a antiguidade clássica, como na Grécia por exemplo, as mulheres eram vistas apenas como procriadoras e cuidadoras do lar, sendo se quer consideradas cidadãs.

Sendo assim é indiscutível o fato de que esse estigma relacionado à obrigatoriedade de ser mãe tem fundamentos históricos ultrapassados, o que representa uma falha no desenvolvimento da sociedade, que passou por diversos avanços e continua presa ao machismo que vê as mulheres como “fornos obrigatórios para bebês.”

O que leva às próprias mulheres a se questionarem, e muitas vezes terem filhos para agradar um padrão social, levando em alguns casos à depressão pós-parto, que passa por prejudicar a mãe e a própria criança.

Além disso, tal questão afeta não somente aquelas que decidem não serem mãe por opção própria, mas também aquelas que não participam da maternidade por questões médicas, as quais muitas vezes querem ter essa oportunidade, e por isso já lidam emocionalmente com essa questão e para culminar sofrem com a pressão da sociedade, que muitas vezes julga sem ter o mínimo conhecimento sobre a situação.

Sabendo disso, e do fato de que as mulheres são donas dos seus corpos e de seu destino, está na hora de mudar essa visão machista e ultrapassada da sociedade, as mulheres devem poder fazer suas próprias escolhas e lidarem com suas questões sem nem se quer uma pessoa lhe apontar como errada.   É preciso que o governo promova programas escolares onde psicólogos e psicopedagogas promovam debates a fim de romper com essa ideia de maternidade obrigatória, para que as meninas cresçam sabendo que são livres para tomar suas decisões. Como complemento deveria promover um programa onde mulheres que decidiram não ser mães falem sobre suas escolhas, mostrando como essa medida não as fez fracassar como mulheres, afinal ser mulher não é apenas gerar e criar.