Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 10/01/2022
Em 1760, houve o início da Revolução Industrial, na qual as mulheres começaram a ser mais presentes no mercado de trabalho, já que antes elas possuíam a missão de apenas cuidar dos serviços domésticos e dos filhos. Entretanto, muitos indivíduos ainda acreditam que o papel do gênero feminino é gerar progenitores. Esse quadro é fruto de uma sociedade retrógrada, que estimula a maternidade compulsória, o que faz, muitas vezes, as cidadãs desenvolverem problemas psicológicos.
Nesse sentido, desde a infância as meninas são incentivadas a optarem por brincadeiras que remetem à maternidade. Dessa forma, há um pensamento que engravidar faz parte da trajetória de toda mulher, o que leva as pressões aumentarem quando elas chegam na vida adulta e casam. Em vista disso, os indivíduos dizem que a felicidade está em uma criança e que é necessário ter filhos para que na terceira idade não fique sem companhia. Segundo Virginia Woolf, escritora, de tudo o que existe, nada é mais estranho que as relações humanas e a irracionalidade delas. Com isso, quando a cidadã feminina não possui o desejo de ser mãe, as pessoas julgam essa vontade e desenvolvem um preconceito.
Por consequência disso, muitas mulheres vivenciam os transtornos mentais causados por essa cobrança de ser mãe. Desse modo, as cidadãs possuem pensamentos que precisam realmente ter filhos e a escolha contrária a isso é equivocada. Assim, essas pessoas ficam mais introvertidas e sem a vontade de realizarem certas tarefas, o que faz a ansiedade e a depressão serem desenvolvidas. Nesse contexto, a nova realidade feminina exposta na Primeira Revolução Industrial ainda detém de um impasse de aceitação por parte da sociedade, levando a mulher a possuir danos psicológicos.
Portanto, cabe à mídia televisiva a tarefa de realizar propagandas contra a maternidade compulsória, nos programas de horário nobre para ter um maior alcance, por meio da participação de mulheres que não desejam ter filhos, essas falarão dos preconceitos que já sofreram e relatarão dicas de como passar por esse desafio, à vista de que as cidadãs brasileiras não martirizam-se com esse desafio. Ademais, compete ao Ministério da Saúde, órgão responsável pelo bem estar da população, fazer projetos com as pessoas do gênero feminino que desenvolveram problemas mentais, por intermédio da contratação de psicólogos que executarão terapias cognitivas, com o fito de que as mulheres tenham uma melhor realidade. Dessa maneira, espera-se que a visão da escritora Virginia Woolf seja menos presente na sociedade.