Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 30/01/2022

A maternidade é um dom e como tal pode ou não ser desenvolvido pelas mulheres. Entretanto, é perceptível, na sociedade,  a problemática da maternidade compulsória, a qual influencia, além da vida das mulheres, a vida dos filhos. Esse problema revela uma sociedade brasileira tirana.

Nesse sentido, pode-se destacar a maternidade imposta, muitas vezes, implicitamente pelo meio social. Porquanto, ao chegar a um almoço de família ou, até mesmo, de amigos, as mulheres, sobretudo, na faixa etária de 15 a 40 anos, são questionadas, sobre a maternidade. Nessa circunstância, os questionadores, ao ouvirem uma resposta negativa à maternidade, expressam decepção, isto é, acreditam que a mulher é fracassada por não ser mãe.

Além disso, é válido ressaltar o fto de muitas mulheres aceitarem parceiros tóxicos ou que essas não amam devido à pressão para ter filhos. Em razão da cobrança social, grande parte do público feminino acredita estar na idade “correta”, bem como já ter passado do momento adequado para casar e ter filhos. Com isso, observa-se mulheres submetendo-se a relacionamento tóxicos e infelizes. Tal fato contribui para o aumento da violência doméstica, feminicídio e divórcios.

Deve-se mencionar também as influências da maternidade compulsória nos filhos. Visto que, parte das mulheres que tem filhos devido à pressão social não conseguem sentir amor por seus filhos. Ademais, o trauma que envolve tal situação pode causar diversos problemas psicológicos à mulher, como a ansiedade e a depressão, e ao filho.

Mediante o exposto, averigua-se que é necessário uma mudança de atitude da sociedade. Medidas como a conscientização dos indivíduos por meio de palestras em escolas, universidades, bem como em postos de saúde promovidas por ação conjunta do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação podem, indubitavelmente, ajudar muitas mulheres.