Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 04/03/2022
Desde a descoberta do sexo ainda no útero da progenitora, o destino da mulher é traçado pela sociedade: nascer, crescer, se relacionar e se reproduzir. Iniciando sua vida fértil, a população feminina é instruída a se preparar financeiramente e fisicamente para carregar em seu ventre um futuro imposto há anos pelo machismo. Sem receber o devido apoio psicológico, médico e moral, muitas mulheres acabam cedendo à pressão de vivenciar a maternidade contra seu desejo.
De acordo com uma pesquisa feita com 10.000 mulheres pelo blog Petit Papillon em 2018, cerca de 56% das entrevistadas entreveem dificuldade no sucesso profissional ao terem filhos e 3 à cada 7 mulheres receiam serem demitidas ao engravidar. Muitas mães se sentem infelizes durante e após a gestação, ocasionando distúrbios psicológicos como a depressão pós-parto, ansiedade, sensação de incapacidade, entre outros.
Ao propósito de diminuir casos de confusões mentais referentes a maternidade e à opressão psicológica e social que a mesma exerce, o Ministério da Mulher em conjunto com o Ministério da Saúde deve oferecer acompanhamento psicológico durante a adolescência até a maturidade, guiando jovens e fazendo com que tomem decisões por si ao pensar com clareza sobre o assunto, sem interferência de terceiros. Também, deve-se oferecer acesso adequado a métodos contraceptivos seguros e eficientes garantindo assim saúde e apoio à decisão da mulher.