Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 17/03/2022

Segundo Émilie Durkheim, a sociedade preciona todos os indivíduos com o objetivo de padronizá-los, justificando a maternidade compulsória no Brasil. Haja visto, que ‘‘compulsória’’ significa: algo forçado a se fazer, visto que a romantização da maternidade e a ‘‘obrigação’’ das mulheres serem mães é estabelecido pela sociedade. Entretanto, deve-se desmistificar o papel da mulher como somente mãe, e encoraja-las a ocuparem qualquer estrato social.

Neste horizonte, Adorno e Hokheim completam a teoria do célebre Émilie Durkheim, atráves da Indústria Cultural, a qual procura padronizar os indivíduos para uma melhor alienação em massa por meio de propagandas que estabelece seus próprios interesses. Desta forma, é assim que a maternidade é romantizada através de propagandas compostas de famílias super felizes e um bebê que não dá trabalho algum -não mostrando a realidade- ,e fazendo com que mulheres sejam alienadas e contra a sua vontade.

Destarte, infelizmente vivemos em uma sociedade contemporânea mas com traços dos primórdios, haja visto que no período paleolítico o maior propósito da mulher era a reprodução, refletindo em nossa sociedade, visto que uma mulher que não possui desejos de ser mãe é precionada a mudar seu ideal, segundo Émilie Durkheim.

Infere-se, portanto, que a sociedade deve-se consciêntizar e romper com esses padrões estabelecidos e a ideia de que a mulher mecessita ser mãe para ser completa, com ajuda do Poder Legislativo que deve intervir por meio da diminuição da Indústria Cultural na sociedade por meio de uma lei rígida, além de companhas de consciêntização que atinja toda a sociedade por meio de cartazes, discursos, palestras, teatros e apoio as minifestações contra a maternidade compulsória e o livre acesso à escolhas. Logo, o Brasil terá uma maior representabilidade das mulheres em outros setores da sociedade não apenas como mães.