Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 24/03/2022
É notório de que desde os primórdios da humanidade, a figura da mulher fora associada a um papel obsoleto de domesticidade. Configuradas, sobretudo, por dinâmicas de gênero abusivas, as atribuições impostas à mulher, sempre conflituaram com a crescente do empoderamento feminino e a luta coletiva por igualdade de direitos. Uma dessas ‘‘batalhas’’ contínuas, se refere à concepção viciosa que induz as mulheres à maternidade forçada e frequentemente, de natureza precoce.
Primeiramente, é relevante considerar que a chamada ‘‘maternidade compulsória’’ se caracteriza como um fenômeno social. O pré-conceito da mulher como ‘‘progenitora’’ foi perdurada coletivamente em instâncias, inclusive, psicológicas. Foi concebida à sociedade em geral, a importância da preservação da instituição ‘‘família’’, mesmo que tal manutenção conferisse um ‘‘status’’ ilusório, demonstrado pela ocultação de problemas parentais, infelicidade individual e medo de subjulgamento da comunidade, onde residente essa mãe.
Salienta-se que a progressão da maternidade de forma compulsiva, culminou em deficiências sociais, como a continuação de um ciclo de pobreza (pais que não conseguem conferir boas condições de vida aos filhos), o abandono do menor por seus responsáveis e o desenvolvimento de transtornos psicológicos, destes últimos. Hoje, em nações em desenvolvimento, como Brasil, ainda é possível observar a predominância elevada desses problemas, principalmente em regiões rurais e mais précarias.
Urge ao Governo Federal que gerencie conjuntamente nas áreas da saúde, família e educação. Muito mais que as atividades filantrópicas de movimentos feministas, para dar visibilidade ao desafio da maternidade ‘‘obrigatória’’, cabe aos orgãos de saúde pública, como o CAPS (Centros de Associação Psicossocial) realizarem reuniões e eventos abertos às mulheres, para serem tratados temas coincidentes com a gravidez precoce. As escolas juntamente com pais e responsáveis, devem abordar ativamente essa questão no ambiente de aprendizagem e em , não somente de maneira didática, mas de forma a desenvolver e auxiliar os alunos na quebra de formulações de gênero.