Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 04/04/2022

Na série sul-coreana ‘‘The world of the married’’, uma das personagens descobre que é estéril e, por ser uma mulher casada e não poder gerar descendentes, sofre diversas opressões da sociedade. Analogamente, a atual sociedade brasileira condiz com a ficção visto que a pressão social no que tange maternidade é uma realidade vivenciada pelas mulheres que não podem ou não querem ter filhos. Diante disso, é pertinente discutir sobre a limitação do poder de escolha e a infelicidade no papel materno.

Em primeiro lugar, torna-se relevante expor a insuficiência do poder de escolha individual no que tange maternidade. Nesse sentido, é válido destacar o Artigo 5° da Constituição Federal, o qual garante o direito de ser diferente, ou seja, o direito de ser livre para escolher. No entanto, apesar de ser garantido por lei, o direito de escolha das mulheres em gerar uma vida é prejudicado pelo papel social pré-definido: ser mãe. Por consequência, diante da escolha imposta pela sociedade, a sensação de impotência prevalece na vida da mulher, impossibilitando a concretização de seus sonhos e a sua felicidade.

Ademais, é notório mencionar a insatisfação na maternidade decorrente da imposição social. Nessa situação, é fundamenteal citar a série sul-coreana ‘‘It’s okay to not be okay’’, a qual mostra a vida de uma mulher infeliz com o seu papel de mãe que lhe foi pscicologicamente imposta pela sociedade em que está inserida. Por analogia, a ficção se assemelha ao contexto nacional visto que, ao aceitar o esteriótipo social da maternidade, a mulher se torna deprimida por ter a sua liberdade e seus desejos anulados. Consequentemente, a infelicidade em ser mãe afeta a saúde pscicológica da mulher, prejudicando a sua qualidade de vida.

Logo, a maternidade pressionada pelo corpo social precisa ser superada. Diante disso, o Ministério da Educação, órgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação (PNE), deve, por meio de palestras educacionais em escolas ou espaços públicos, auxiliar no processo da difusão desse esteriótipo para que as mulheres possuem liberdade de escolha e realizem os seus próprios desejos. Assim, a imposição da maternidade será diminuida na sociedade brasileira.