Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 14/04/2022

Devido a maior participação femina no mercado de trabalho,as taxas de natali- dade encontram-se decandentes em boa parte do mundo moderno. Diante desse cenário, tornou-se comum, no Brasil, que mulheres decidam não terem filhos bio- lógicos. Apesar de a legislação vigente assegurar esse direito, é indubitável que essa decisão recebe uma certa reprovação de boa parte da sociedade. Com o fito de reverter tal impasse,evidencia-se as raízes históricas e a opressão midiática como suas principais fortalecedoras.

Frente a esse panorama, vale destacar a relação entre o passado nacional e o debate sobre a presença da compulsoriedade da gravidez. Durante o Período Colonial, por exemplo, a predominância do patriarcalismo na sociedade restringia o papel feminino ao campo doméstico. No contexto contemporâneo, mesmo com a mobilização a favor da igualdade de gênero, as opiniões de vários indivíduos são influenciadas pela herança da cultura colonial, pois as mulheres que não engravi- dam ainda sofrem opressão do olhar conservador. Portanto, é vital superar esse legado patológico e gerador de exclusão.

Ademais, a postura da mídia normalmente fortalece a problemática exposta. Se- gundo o sociólogo P. Bourdieu, o que foi sintetizado com fins democráticos não de- ve ser convertido em mecanismo de opressão. Porém, é certo que a soc edade bra- sileira caminha de encontro ao pensamento de Bourdieu, visto que vários filmes e propagandas televisivas expoem situações nas quais mulheres só se sentem feli- zes ao darem a luz a uma nova vida. Dessa forma, a socialização midiática, em vez de incentivar a tolerância, acaba por fortalecer a exclusão das vítimas do pensa- mento de que a negação da gravidez configura um retrocesso social.

Diante das dificuldades apresentadas,cabe ao Ministério da Educação, a fim de estimular a apreensão às mulheres que decidem não parir, atenuar a influência da cultura patriarcal. Tal projeto será concretizado por meio de palestras nas quais estudiosos das Ciências Humanas devem debater sobre os papéis femininos ao longo da história. Outrossim, é importante haver produções de séries nas quais sejam protagonizadas personagens femininas que decidem não terem filhos para que a mídia se torne um instrumento de democracia.