Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 04/05/2022
Ao longo de toda a história da civilização, a mulher era vista como um ser procriador e o psiquiatra Freud disseminar que as mulheres só se tornam completas quando geram filhos e, preferencialmente se esses forem do sexo masculino. Infelizmente essas teorias serviram para aumentar o machismo e a pressão para as mulheres serem mães. A partir de uma análise, percebe-se que a herança histórica e à ineficácia do Estado são fatores que impulsiona a temática.
Em uma primeira perspectiva, vale destacar o legado histórico o qual coloca a mulher como um ser maternal por natureza. Para isso, é pertinente considerar que a maioria dos filmes romantizam a maternidade, não mostram o real cenário. As mulheres que vencem as barreiras do medo e falam verdade ,são julgadas por boa parte da população, exemplo foi à atriz Tayla Ayla que divulgou nas suas redes socias os desconfortos e desafios de uma gravidez, principalmente as primeiras semanas de amamentação do bebê que exige muita paciência e persistência.
Ademais, é irrefutável a ineficiência das autoriedades na resolução dessa temática , visto que ela persiste no contexto atual.Segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, 320 mil crianças foram registradas sem nome do pai nos dois anos de pandemia(2020-2021). Isso significa que além de sofrerem a as pressão social por serem mães tem que conviverem com a responsabilidade de cuidar dos filhos sozinha. Diante disso quando o Estado falha ao oferecer uma educação sexual sem tabu, as mulheres que engravidam por meios legais não tem a opção do interrompimento da gravidez, mas muitas por não quererem o filho se arriscam em clinicas clandestinas para realizar um aborto.
Portanto o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministerio da Educação,deve, por meio de palestras ministradas - sociólogos e médicos especialistas na área- nas escolas e em canias abertos de tv levarem ao público em especial no dia das mães o lado ‘obscuro" da maternidade com ênfase na pressão que muitas mulheres sentem por ter filhos.Isso fará que muitas mulheres se sintam comprendidas e visíveis para o Estado.Somente dessa maneira os brasileiros poderão se desprenderem das amarras freudianas e progredir em direção a uam sociedade menos patriarcal e mais justa.