Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 10/05/2022
“Todo corpo continua em estado de repouso ao menos que uma força atue sobre ele”. A máxima de Isaac Newton, reflete no contexto contemporâneo, uma vez que a maternidade compulsória é um problema que afeta as mulheres na sociedade brasileira. Ademais, observa-se que a romantização da gravidez em ambiente familiar, acaba por prejudicar a saúde mental das mulheres. Nesse viés, é necessário compreender os impactos causados pela pressão dos maridos nas esposas por quererem ter filhos.
Contudo, o documentário “Odeio a maternidade, amo meu filho” retrata relatos de mães que são culpadas pela sociedade por não deixarem seus filhos usarem chupetas, ou por estarem cansadas. Nessa conjuntura, o documentário faz jus a sociedade brasileira, visto que mulheres romantizam que outras mulheres precisam ser mães para se tornarem únicas, ou a necessidade de levar a maternidade num “mar de rosas”. Nesse sentido, a fim de visar a readmissão desse impasse, é notório valer, na prática e Newton, que cabe ao Ministério da Saúde organizar medidas de apoio as mulheres e o direito de opinião.
No entanto, o filme “Tully” mostra o esgotamento materno de uma mãe com três filhos que quase teve depressão pós parto com a rotina cansativa. Dessa forma, o filme se encaixa na sociedade, bem como dados do IBGE, mostraram que 11,5 milhões de mulheres não tiveram a responsabilidade dos pais para ajudar com os filhos. Portanto, essa realidade se mostra a partir do momento que pais exigem filhos, e antes ou depois da gravidez da esposa, não assumem a responsabilidade paterna. Consequentemente, a pressão e abandono paterno, são situações inadmissíveis na sociedade contemporânea.
Mediante o exposto, urge a necessidade de medidas para desconstruir a maternidade compulsória. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde responsável por organizar políticas públicas na saúde, assegurar junto ao Poder Legislativo grupos de apoio as mulheres que são constantemente romantizadas a maternidade. Em suma, aos pais que abandonam os filhos, deve-se criar leis que os pais respondam por abandono paterno. Em conclusão, a máxima de Newton ficará interligada com as medidas para resolver esse impasse.