Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 11/05/2022

Desde a antiguidade, as mulheres são instruídas a cuidar da casa, casar e ter filhos, essa sequência tornou-se um tipo de tradição feminina e instalou-se na sociedade brasileira e, infelizmente, permanece até os dias atuais. De maneira análoga, surge a maternidade compulsória no Brasil. Nesse prisma, observa-se a necessidade de discutir a liberdade de escolha feminina e a inserção de mecanismos capazes de impedir a gravidez de maneira eficaz.

Em primeira análise, nota-se a questão do direito de escolher se quer ou não ser mãe, pois é evidente que milhares de mulheres engravidam pela pressão de familiares, amigos e até mesmo profissionais da saúde e não por terem o desejo de ter filhos. Sob essa ótica, é possível perceber que, atualmente, ainda existe o pensamento machista de que as mulheres devem passar pelo processo da maternidade, caso contrário, seus maridos ou companheiros irão traí-las e elas passarão a fase da velhice sozinhas. Dessa forma, observa-se, nitidamente, mais um tipo de violência simbólica contra a mulher, que deve ser fortemente combatido.

Além disso, apesar de existirem meios de evitar a gravidez, eles não são tão eficazes e alguns trazem prejuízos a saúde, como é o caso do anticoncepcional. Consoante a isso, surge também, em alguns casos, a falta de acessibilidade a esses mecanismos, o que acarreta em maternidades não desejadas. Desse modo, é preciso que existam formas acessíveis e eficazes que impeçam a gravidez.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir a maternidade compulsória no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde e às mulheres em geral, realizar campanhas de incentivo à liberdade de escolha feminina e desenvolver mecanismos que, definitivamente, impeçam mulheres de engravidar, por meio de fortes investimentos nas campanhas e na área da saúde da mulher, a fim de que elas possam ter o poder e o direito de escolher seu próprio futuro. Somente com as mulheres unidas contra esse tipo de violência, junto do apoio do Ministério da Saúde, a maternidade compulsória poderá ser amenizada e/ou extinta.