Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 25/05/2022
Gregório de Matos,poeta luso-brasileiro,ficou conhecido como “boca do inferno”, por denunciar, de maneira ácida, os problemas que assolavam no século XVI. Talvez hoje, ao se deparar com a maternidade compulsória em debate no Brasil,o autor produziria críticas a respeito, uma vez que o entrave precisa ser mitigado no âmbito social. Dessa forma, é válido salientar que essa realidade é fruto da falta de conscientização da sociedade e a culpabilização da mulher é um dos exemplos banalizados.
Primeiramente é importante considerar, a pressão sentida pela mulher, em especial no compromisso dela com a família.Isso porque, durante a Grécia Antiga, as moças estavam voltadas para o casamento e a geração de filhos, tanto que nem uma vida pública elas tinham direito. Tal perspectiva, no decorrer dos anos, esse público ainda continuou sendo associado a criar e cuidar da família, de modo a criar uma maternidade fantasiosa na cabeça dos indivíduos.Em decorrência disso, criou-se um estereotipo quanto a realidade sempre feliz da gravidez, tendo em vista que é um papel cumprido pelas jovens a séculos, o qual “nunca” mostrou desafios, pois aconteciam e não eram compartilhados.
Outrossim, a negligência do poder público na gestão de conscientizar a população de forma de geral e prestar apoio as mulheres. A exemplo disso, várias figuras maternas com vida pública, é comum ver o julgamento mais assíduo em relação àquelas menos rígidas e também o impacto que elas causam na vida de outras mulheres em relação ao ideal de ser mãe.Como consequência, evidência mais um ponto em que a mulher poderá se sentir culpada e acabar privando os descendentes de experiencias nem um pouco ruins.