Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 30/08/2022

Apesar dos avanços acerca dos estudos e circulação de metódos contraceptivos, ainda é possivel reparar a limitação ao acesso a saúde reprodutiva das mulheres, que contribui para o aumento de indices de maternidade compulsória no Brasil. Isso ocorre, por um histórico patriarcal e punitivista do país, que obriga mulheres, principalmente as mais pobres, a empenharem o papel único e limitante de reprodutora.

Sendo embasado por um vies também biológico e religioso, o patriarcado construiu históricamente a imagem da mulher com sua função principal e exclusiva de geradora, não viabilizando possibilidades de transições dentre desta lógica. Neste contexto, a biologia serve como um parâmetro da vida animal para com os humanos, funcinando como um ponta-pé natural da nossa espécie.

Por outro lado, a religião age para além de uma metrificação da vida reprodutiva da população, com a imagem da Virgem Maria - mãe de Jesus pela Igreja Católica, mas também como meio de punição às que desrespeitem os dogmas levantados.

A fim de punir mulhers que possuem uma vida sexual ativa e logicamente fogem dos parâmetros católicos de reprodução, a maternidade compulsória serve como um resultado provocado propositalmente por uma sociedade que negligência politicas de saúde sexual e reprodutiva. Sendo massivamente as mais atingidas as mulheres pobres, pretas e de periferia, que são consequentemente a parte da população que menos recebe políticas assistencias.

Em vista a uma realidade não satisfatória as brasileiras, é necessário a criação de um plano de âmbito federal de proteção a saúde e liberdade reprodutiva no país. Onde, pilares como prevenção com um projeto educional nas escolas e outros veículos de comunição em massa, contingência com a distribuição de camisinhas e melhorando o acesso a utilização de metódos de contracepção pelo SUS e cuidados posteriores com criação de crechês populares. Para que em suma os direitos da mulheres sejam resguardados.