Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 26/08/2022

A música “Que país é este? ”, da banda Legião Urbana, no trecho: “ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”, faz uma denúncia acerca de diversos problemas sociais, entre os quais se destaca a maternidade compulsória no Brasil. Esse problema é causado, principalmente, pela ineficácia governamental e pela má influência midiática.

Sob esse viés, é lícito referenciar o jornalista Gilberto Dimenstein, que, em sua obra “Cidadão de Papel”, retrata um cidadão que não se beneficia de seus direitos pela falta de condições oferecidas pelo Estado. Desse modo, no Brasil, pode-se perceber que o cenário proposto por Dimenstein pode ser aplicado à maternidade compulsória, uma vez que a ineficiência governamental faz com que não haja projetos efetivos de incentivo a grupos familiares menores. Isso tem como efeito famílias com grande números de membros e que, pelo grande número, não recebem os auxílios necessários, explicitando, portanto, o panorama retratado pelo jornalista.

Além disso, de acordo com o filósofo Pierre Bourdieu, os instrumentos de democracia não devem ser transformados em mecanismos de opressão. Percebe-se, então, que a mídia, em vez de promover discussões que aumentem o nível de conhecimento da população acerca dos aspectos da maternidade compulsória, opta por não fazê-lo, isso porque não traz lucro. Observa-se, dessa forma, indivíduos que consumem as informações da mídia e, por não terem pensamento crítico, são manipulados, evidenciando o cenário descrito pelo filósofo.

Portanto, para diminuir a maternidade compulsória, o governo federal deve instituir um comitê gestor para direcionar mais verbas a projetos de acompanhamento dessas famílias e para campanhas informativas realizadas por meio de curta-metragens e de vídeos lúdicos. Diante disso, os conteúdos serão disponibilizados gratuitamente em plataformas de fácil acesso, como o Youtube. Isso será realizado a fim de remediar não somente a ineficiência governamental, mas também o silenciamento midiático.