Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 05/09/2022
No anime japonês “spy family” ,Yor,uma das protagonistas, tem 27 anos e é sempre questionada por suas colegas de trabalho o porquê dela não ser casada e nem ter filhos levando a diversos questionamentos maldosos sobre a sua vida. Fora da ficção,casos como o de Yor não são raros,tendo em vista a maternidade compulsória no Brasil. Nesse sentido,diante de tal cenário, é importante analisar como o machismo estruturado induz as mulheres à maternidade e como,graças à essa influência,a infertilidade afeta os relacionamentos.
Em primeiro lugar,é importante destacar que diversas vezes pessoas do sexo femi-
nino são coagidas desde a infância à terem filhos e essa influência enraizada mui-
tas vezes,faz com que não de nem tempo de refletir sobre a decisão de ter ou não filhos,gerando um sentimento de que a maternidade é uma obrigação a ser cum-
prida no seu papel como mulher na sociedade. Nesse contexto,vale observar que no cenários distópico da série americana “o conto de Aia” que após grande parte da população feminina se tornar infértil,as mulheres que ainda podem gerar filhos são mantidas como empregadas na casa de famílias ricas em que a dona é infértil e lá sua única função é gerar um “fruto” para essa família e depois ir embora.
Em segundo lugar,é importante ressaltar o sentimento de obrigação para engravi-dar faz com que muitas mulheres ,quando inférteis, se sintam invalidadas,afetando
seus relacionamentos e sua saúde mental. Tal fato pode ser comprovado ao anali-
sar que no livro da autora americana collen Hoover “Todas as suas imperfeições” a personagem principal Quinn se vê em um difícil cenário: ela está casada há 7 anos e não pôde dar um filho para seu marido. Apesar de Graham,seu esposo, não fazer
nenhum tipo de pressão para que ela engravide,Quinn tende a constantemente se culpar e afastar-se de seu marido,afetando não só seu casamento como,também,sua saúde mental.
Portanto,para solucionar os impasses é preciso que a mídia invista em campanhas que desestabilizem a ideia de que o papel da mulher na sociedade é apenas a gestação. Por meio de postagens que desestimulem a marteninadade compulsiva e destaquem a ideia de que a escolha de ser ou não mãe é uma decisão da mulher,e não uma regra a ser cumprida.