Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 28/08/2022
Desde o período da pré história foi atribuído à mulher o papel de mãe e zeladora do lar. Mesmo depois de milênios, há pessoas que acreditam que o exercício da mulher na sociedade continua sendo apenas esse, defendendo a visão de que a mulher que não deseja a maternidade deve ser deixada à margem da sociedade. Esse julgamento sobre a mulher além de se originar de raízes históricas, também se deve a visão misógina sobre a mulher, a limitando apenas para a maternidade e a subestimando para os diversos outros papéis contribuintes para a sociedade.
Em primeira análise, é preciso rediscutir o paradigma do exercício da mulher na sociedade. A filósofa Simone de Beauvoir é autora da frase “não se nasce mulher, torna-se mulher”. Em torno dessa frase, podemos concluir a ideia de que a mulher assume sua própria construção, se tornando um indivíduo com base nos seus próprios princípios além do gênero biológico.
Por consequência, se os esteriótipos sobre a mulher não forem rompidos, o preconceito àquelas que negam a maternidade continuará. De acordo com dados do IBGE, a taxa de natalidade brasileira está diminuindo gradualmente. Isso mostra que a mulher no mundo globalizado está priorizando outras atividades ao invés de se dedicar totalmente à maternidade. Em suma, a grande importância é o respeito à mulher independente de sua escolha para a geração de descendentes.
Destarte, é necessário adotar medidas para reduzir a problemática. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, criar políticas para argumentar a importância da mulher na nossa federação, sem se limitar apenas à geração e criação de filhos. Isso pode ser feito por meio de discussões em ambientes acadêmicos e laborais e, um exemplo, são professores formar rodas de conversas nas escolas, e todos falarem suas opiniões e quebrarem paradigmas a cerca do assunto. A finalidade é fazer a mulher ganhar cada vez mais respeito em seu meio social, independente das escolhas que faça em sua vida pessoal, principalmente, quando se trata da maternidade.