Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 08/09/2022

A teoria neomalthusiana defende que as melhorias sociais manifestam-se a partir do controle do crescimento populacional. Análogo a isso o comportamento com-pulsivo na busca por engravidar pode prejudicar o desenvolvimento social digno das crianças. Diante disso, cabe destacar que há fatores que apressam a materni-dade fora do tempo tornando-se uma problemática, como a pressão da sociedade sobre as mulheres, e a romantização irresponsável da maternidade na mídia.

Em primeiro lugar, cabe salientar que a coação exercida pela sociedade enraiza-da no passado á favor da geração de filhos pode precipitar as mulheres. No perío-do medieval, segundo site mulheres de luta, ter filho era muito importante, quase um dever. Na atualidade, essas estimativas de obrigação podem fazer com que as mulheres tornem-se mães fora do seu tempo e sem planejamento. Isso faz com que as crianças sejam desprovidas de cuidados básicos, como medicamentos ou até mesmo brinquedos. Sem as condições financeiras suficientes para manter seus filhos, muitos pais acabam levando para adoção, que mais tarde resultará em problemas psicológicos ao infanto. Salienta-se então, a necessidade de planejamento familiar para um bom desenvolvimento infantil e social.

Além disso, as mídias sociais também influenciam a gravidez impulsiva quando utitilizadas pelas mães para mostrar apenas a maternidade perfeita. O filme “Quando a vida acontece” mostra exatamente a não idealização da rotina materna, contribuindo com a responsabilidade ao gerar uma vida. Isso evidencia que a exposição de rotinas perfeitas de crianças nas redes, como o instagram, pode atiçar em quem assiste um desejo de ser mãe “fora da hora”. Portanto, essa ilusão de perfeição ao mostrar apenas a parte boa da maternidade, camufla suas dificuldades, como o alto preço das necessidades básicas de uma criança. Tudo isso, faz com que caso os pais criem expectativas fora da realidade, as crianças sofram as consequências. Nesse cenário cabe salientar a necessidade de alarmes incentivando a gravidez de forma responsável e planejada.

Contudo, é notório que a vida maternal sem analisar suas proporções prejudica o desenvolvimento de infantos na sociedade. Cabe ao governo efetivar programas como o Ppf- programa de planejamento familiar- com o objetivo de assegurar a construção de famílias com vida digna e na hora certa. Ademais, que os órgãos como o Connade, crie programas que mostrem a maternidade real, com o fito de alertar os pais sobre as dificuldades na criação de um filho, para ga-rantir a conscientização ao construir a família. Quem sabe assim, o país viva o proposto pela teoria neomalthusiana e as crianças não sofram o reflexo da gravidez sem planejamento.